A empresa fala constantemente sobre caráter, ética, respeito e saúde mental, mas a realidade que vivencio diariamente está longe desse discurso.
Existe uma pressão excessiva para entregar atividades e atingir metas dentro de prazos que muitas vezes não parecem compatíveis com a demanda. As cobranças são frequentes e, em diversos momentos, geram ansiedade, medo de não conseguir entregar o esperado e um desgaste emocional constante. É difícil conciliar o discurso de cuidado com a saúde mental com uma rotina marcada por pressão contínua.
Outro ponto extremamente preocupante é a cultura de respeito dentro da empresa. Ao longo do tempo, presenciei comentários, piadas e falas de cunho machista que, na minha percepção, não deveriam ter espaço em um ambiente profissional. Em vez de serem tratados com a seriedade necessária, muitas vezes esses comportamentos parecem ser normalizados ou minimizados.
Também vivi situações envolvendo olhares, insinuações e atitudes que me causaram desconforto e que ultrapassam os limites do que considero uma convivência profissional saudável. O problema não está apenas nas situações em si, mas na sensação de que esse tipo de comportamento não recebe a atenção necessária quando é percebido ou relatado.
O resultado é um ambiente em que algumas pessoas acabam se sentindo desconfortáveis, constrangidas ou até receosas de se posicionar. Para uma empresa que afirma valorizar respeito, ética e integridade, considero esse um dos pontos que mais precisam de atenção e mudança.
A sensação é que determinadas condutas acabam sendo toleradas quando partem de pessoas que ocupam posições de influência ou que apresentam "bons resultados". Isso contribui para um ambiente onde muitos profissionais preferem se calar em vez de expor situações que os incomodam.
A empresa possui um discurso forte sobre valores, mas acredito que precisa olhar com mais atenção para a experiência vivida pelos colaboradores no dia a dia. Valores como ética, respeito e bem-estar precisam ser percebidos na prática, e não apenas apresentados em reuniões, campanhas internas ou comunicados corporativos.