31 lug 2023
Dipendente anonimo
Risposta di SYDLE
2yOlá. Aqui é o CEO da SYDLE.
Fiz questão de responder sua avaliação pela gravidade de alguns pontos levantados e por ter me citado diretamente.
Concordo com parte das suas críticas, vamos a elas.
Falta de feedback: para colocar em números, 86% das pessoas do nosso time com mais de 1 ano de empresa receberam pelo menos um feedback formal neste ano e vamos fazer dos demais até o final do ano. Infelizmente você saiu com menos de um ano e foi uma das pessoas que não receberam. Só nos resta agora pedir desculpas e rever o nosso processo para que isso não ocorra mais.
Sobre pautas ligadas a diversidade e social: nesse ano foi o ano que mais tivemos iniciativas formais nesse sentido, mesmo assim concordo que podemos fazer muito mais. Não quer dizer que não evoluímos. Para dar um exemplo, crescemos 190% no número de mulheres nos últimos 3 anos, sendo que no total crescemos 108%.
Outros pontos, mesmo concordando parcialmente, preciso tentar esclarecer melhor. Vamos aos principais:
Sobre o processo seletivo: somos de fato muito criteriosos no nosso processo. Por sermos uma empresa de produtos de tecnologia, buscamos relações duradouras, e a avaliação se ambos os lados encontrarão o que buscam profissionalmente no longo prazo, é um grande desafio. No caso de algumas profissões (como é o caso da sua), é mais desafiador por não termos muita experiência ainda. Vamos chegar lá, não somos de desistir.
Pessoas "privilegiados desigualmente": nosso processo de decisão de reconhecimentos sempre envolve pessoas de pelo menos 2 áreas (normalmente são 3: gestor, ref. técnica e RH) para justamente minimizar o favoritismo. Nossa liderança é constantemente avaliada e quase a totalidade (incluindo toda a diretoria) foi formada dentro de casa. O que pode ter te passado essa visão, é que realmente não temos apenas critérios objetivos, ou seja, não são levados em conta apenas critérios tangíveis como tempo de casa e hard skills.
"Conhecimento do produto" e "equipes não interagem entre si": temos produtos muito complexos, atuamos em muitos mercados e o número de equipes não para de crescer. Estamos em constante evolução e estudamos muitas empresas de referência e práticas / metodologias que visam atenuar esses agravantes. Apesar de concordar que temos muito o que aprimorar; somos reconhecidos como uma das empresas mais colaborativas e não conheço nenhuma empresa brasileira com complexidade semelhante que esteja em um nível muito acima do nosso (tendo alguma dica, me passa, por favor).
Sobre o "plano de carreira sem sentido" : temos aí um caso que pode ser mais uma divergência de visão. Primeiro que não temos um plano de carreira, e sim um mapa de carreira. Na última grande remodelagem que você citou, entre outras melhorias, passamos a contemplar cargos novos que surgiram pelo crescimento da empresa. Não somos uma empresa que acredita em um plano de carreira tradicional e deixamos bem claro que críticas e colaborações seriam muito bem vindas (recebemos e incorporamos várias). Citar que "na prática não mudou", deve ser um caso mais específico, já que mudou sim para várias pessoas. No seu caso em particular realmente não mudou, mas é uma afirmação muito precipitada por não ter ficado nem um ano conosco.
Sobre "todas as tomadas de decisões relevantes ficam nas mãos do CEO": assumo que sou um pouco centralizador e tenho como prática segurar assuntos por achar que a solução não está boa o suficiente. Contrapondo a forma que você colocou, lhe asseguro que muitas decisões relevantes não ficam na minha mão. Seu caso foi especial já que você participou de equipes de ofertas novas em que atuei diretamente como PM (por ser o principal idealizador). Foi um trabalho alongado e desgastante, inclusive conversamos algumas vezes sobre isso. Espero que você reconheça que, mesmo sendo muito franco, nunca faltei com o respeito nem faltaram condições necessárias para que as entregas fossem realizadas (incluindo prazos estendidos). Nem todas deram tempo antes da sua saída, entendo a sua frustração e compartilho.
Sobre nos considerarmos uma "empresa perfeita" e a citação das premiações:
Não nos consideramos perfeita (nem acho que exista uma). Temos sim muito orgulho das nossas premiações, e dizer que não foram merecidas é desqualificar um trabalho de muitos anos envolvendo pessoas extremamente qualificadas e dedicadas. Além de uma instituição reconhecida internacionalmente que faz pesquisas baseadas nas avaliações dos próprios colaboradores.
Sobre o ponto mais delicado, que não temos "ambiente seguro para mulheres". Ficamos muito tocados com você sair com essa visão. Uma frente liderada por mulheres está fazendo uma reavaliação profunda. Inclusive caso aceite colaborar com alguma informação que nos ajude, será muito importante e esclarecedor. Também nos comprometemos a retornar com o nosso canal de contato anônimo, ele foi suspenso há alguns anos por falta de denúncias.
Para concluir, nunca tinha lido algo tão forte negativamente sobre a empresa que ajudei a fundar. Quem sabe um dia possamos ter um saldo mais positivo da nossa história juntos. Você tem meu contato direto e estou aqui para o que precisar.